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Free Market and Commercialization of Renewable Energy

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Na manhã de sexta-feira (22/9), o painel do terceiro e último dia do Ecoenergy – Congresso Brasileiro de Geração de Energia Renovável, apresentou aos participantes o tema “Mercado Livre e Comercialização de Energia Renovável”, com diferentes possibilidades em projetos para atender o mercado. Participaram do evento os painelistas Fabiano Fuga, diretor de comercialização da EDF Renewables Brasil; Régis Augusto Itikawa, diretor de comercialização da Ecom Energia; e Elisa Canal, consultora de SbN da Kosher Climate, que destacou o potencial do Brasil para se tornar referência no mercado de energia renovável, devido ao amplo leque de recursos energéticos – do metanol à energia eólica – no Brasil.   

 

Transitando pela tendência do ESG para empresas de médio e grande porte com perspectiva de futuro, um dos principais assuntos tratados foi a questão de certificação de energia renovável, da emissão de crédito de carbono ao certificado de energia renovável (I-REC), que bateu recorde de emissões em 2022, com 22 milhões de atestados negociados só no Brasil, o que representou um aumento de 100% com relação a 2021. Neste ano, o número de solicitações de I-RECS no Brasil deve voltar a dobrar. 

 

A partir da lei 13.203/2015, que criou um marco regulatório mais favorável para a autogestão energética, Fabiano Fuga apresentou dois modelos básicos de negócio na autoprodução de energia: o cliente que adquire uma participação acionária na empresa de geração (SPE) e assume um co-controle da empresa; ou o cliente assina um contrato de energia de longo prazo com o projeto de geração, com investimento mais baixo, sem interferir na gestão da empresa e beneficiando-se das isenções de encargos correspondentes. Fuga discorreu sobre as vantagens de cada modelo, especificando as condições adequadas para cada um dependendo da proposta de cada empresa e, especialmente, na sua experiência no setor energético. 

 

Dando continuidade, Régis Augusto Itikawa destacou  como o mercado está atravessando um momento ímpar de investimentos no setor, o que acarretou em uma baixa nos preços a curto prazo, gerando, agora, o que ele chama de “tempestade perfeita” para o desenvolvimento de projetos de energia renovável, considerando inclusive os pequenos empreendedores que queiram investir na auto-produção.  O que Fuga complementou dizendo que esse bom momento cria uma abertura para o investimento em novas fontes de energia renovável, além da solar e da eólica. 

 

“Está muito forte a questão do ESG (sigla em inglês para: Ambiental, Social e Governança) nas empresas. E a gente do setor precisa entender que não basta emitir certificados, e sim acompanhar um projeto da idealização à redução de emissões, passando por infraestrutura e social. Os grandes players já entenderam que a palavra de ordem é compensar, e mitigar os impactos gerados pela operação. Hoje em dia, se a sua empresa não tiver as vertentes social e de governança muito bem estruturados, essa empresa não vai durar”, acrescenta Itikawa.  

Projetos híbridos de energia renovável enfrentam desafios que vão do regulatório à estabilidade de geração

 

A hibridização de energia renovável no Brasil traz muitas oportunidades, mas enfrenta ainda desafios de diversas naturezas. Este foi o tema de um painel do Congresso Ecoenergy 2023 que reuniu um grupo de especialistas de diferentes áreas para debater o assunto e propor soluções.

Com a moderação de Paulo Serra, diretor de Inovação da Blue Ocean Business Events, o painel contou com a participação de Amaury Neto, diretor de Gestão de Ativos da Voltalia, Luciana Gil, sócia da Bichara Advogados, Rodrigo Longo, supervisor Jurídico da Neoenergia, e Wallace Ascef, diretor Técnico de R&D Engineering da Ingeteam.

Na visão de Longo, os projetos híbridos ou associados formam um modelo de investimento e operação que veio para ficar. Ele explica a diferença entre híbrido e associado, sendo que, no primeiro caso, trata-se de um projeto que já nasce com duas fontes de geração. No associado, uma ou mais fontes são acrescentadas a uma planta já em operação.

Sobre os entraves enfrentados pelos investidores no Brasil, ele aponta uma oferta de fontes renováveis que supera a demanda, mantendo o preço da energia baixo, combinado com a dolarização dos equipamentos.

 

Outro desafio que se apresenta como obstáculo para investimentos em projetos híbridos é a questão regulatória, como observa Gil ao abordar o tema do licenciamento ambiental. Ela destaca que este é um ponto que pode inviabilizar projetos.

 

O que precisa ser analisado nesse tema engloba não apenas áreas de instalação dos projetos, mas também a população local, pois os impactos são mensurados em termos socioambientais. Por isso, consultas às populações locais e análise dos impactos positivos ou negativos de projetos devem sempre ser foco de atenção das empresas. Por outro lado, avalia Gil, o modelo híbrido tem uma pequena vantagem por causa da proximidade das plantas e isso pode facilitar alguns pontos da aprovação ambiental. 

 

Ascef trouxe ainda outro desafio que precisa de soluções robustas para ser contornado. Trata-se do problema que é inerente à grande parte das fontes renováveis de energia: sua intermitência. Ele afirma que isso causa variações bruscas na geração e essas variações podem afetar a estabilidade de uma rede.

 

Além disso, equipamentos que não atendam a certas especificações e regulamentações também podem contribuir para esta instabilidade. Nesse cenário, pequenas plantas de geração podem ser até mais problemáticas do que as grandes. A solução é investir em tecnologia de estabilização capaz de mitigar esses efeitos.

 

Na conversa entre os especialistas, Neto abordou um case de hibridização no município Serra do Mel (RN), no qual duas plantas, eólica e fotovoltaica, atuam em conjunto. Na visão do diretor, o Brasil tem a característica positiva de ter fontes renováveis abundantes e não excludentes. Isso é favorável à hibridização e ao consumidor, que busca por tarifas competitivas e previsibilidade. A combinação de geração eólica e solar contribui para isso.

 

Brasil deve se tornar um grande player no mercado global de hidrogênio verde

 

Ao longo da tarde, os congressistas participaram do painel “Hidrogênio e a Transição Energética”, que se dividiu em três sessões  sobre a integração de hidrogênio com energias renováveis. A segundo delas debateu “A Economicidade da Produção de Energia Renovável e Hidrogênio”, aberta pelo painelista Eduardo Tobias Ruiz, sócio-fundador e diretor da Watt Capital, empresa de assessoria financeira para investimentos, estruturação de financiamento e compra e venda de projetos e ativos de energias renováveis no Brasil. 

 

Ruiz afirmou que o hidrogênio verde como combustível não é uma panaceia, a solução para todos os problemas, e sim mais um ativo a ser usado em conjunto com outras fontes de energia limpa. Segundo ele, a hibridização de fontes renováveis potencializa o fator carga dos eletrolisadores. Assim como baterias convencionais também podem contribuir para otimizar o fator carga dos eletrolisadores. De acordo com o executivo, tanto o mercado doméstico quanto o externo apresentam oportunidades multibilionárias de investimento a médio e longo prazo em H2 verde. “O maior desafio é entregar H2 renovável a um custo competitivo no local de consumo”, acrescentou. Para ele, o crescimento da produção e demanda de H2 no Brasil vai depender diretamente de políticas públicas, empreendedorismo e de capital (financeiro e humano).

 

Na sequência, Luana Gaspar, head de descarbonização e ESG na PSR – Energy Consulting and Analytics, enfatizou as altas despesas de produção do H2V em comparação com o hidrogênio fóssil. Para ela, esses custos poderiam ser minimizados com o desenvolvimento das cadeias de suprimento, evolução das tecnologias disponíveis e ganho de escala. O que de cara dá vantagem a países que já têm acesso à energia renovável. 

 

Segundo Luana, o alto potencial de expansão das capacidades de energia eólica e solar, assim como a amplitude da rede de distribuição, posicionam muito bem o Brasil para se tornar um grande player no mercado global de hidrogênio de baixo carbono. Para manter a competitividade do país no exterior, a executiva diz que é fundamental manter a alta participação de renováveis na matriz e evitar a adoção de políticas que gerem um aumento na geração de energia a partir de combustíveis fósseis. 

 

Sobre a Fiera Milano Brasil

A Fiera Milano Brasil é a filial brasileira da Fiera Milano, um dos maiores players de feiras e congressos do mundo que a cada ano atraem aproximadamente 30 mil expositores e mais de cinco milhões de visitantes. No Brasil, são realizadas sete feiras que representam os mais diversos segmentos da economia, como segurança, energias limpas e renováveis, tubos e conexões, cabos, saúde no trabalho, tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, entre outras. Entre as principais marcas do portfólio estão Exposec, Fisp, Fire Show, Congresso Ecoenergy, Reatech, Tubotech e wire South America. Mais informações: www.fieramilanobrasil.com.br

 

Informações para Imprensa:
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